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segunda-feira, 24 de maio de 2010
Actividade "República de Leitores" - 2º ciclo
Foi junto ao museu da presidência da república em Lisboa, que os alunos do 2º ciclo procederam à leitura do texto de José Jorge Letria O dia em que mataram o Rei (adaptado).
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Mário de Sá-Carneiro
Passaram ontem 120 anos exactos sobre o nascimento de um dos mais importantes
escritores portugueses do século XX. Incompreendido, durante a sua curta
vida, por quase todos e até por si mesmo, Mário de Sá-Carneiro tem
vindo pouco a pouco a ser reabilitado enquanto figura central, a par de
Fernando Pessoa, do Modernismo literário português. Foi um dos mentores e
impulsionadores de Orpheu, procurou viver à escala de um
cosmopolitismo que não o redimiu dos seus fantasmas e da sua profunda
fragilidade. Acabou por morrer aos 26 anos, por sua vontade, sozinho, em
Paris. Manteve com Fernando Pessoa uma correspondência intensa e
reveladora das suas preocupações artísticas e da debilidade emocional
que acabou por o arrastar para a morte. Ficaram os seus poemas, ficções e
peças de teatro. Deixamos aqui, em jeito de homenagem, um dos seus
poemas em que a consciência do fim já parece estar presente:
A Queda
E eu que sou o rei de toda
esta incoerência,
Eu próprio turbilhão, anseio por fixá-la
E giro até partir... Mas tudo me resvala
Em bruma e sonolência.
Se acaso em minhas mãos fica um pedaço de ouro,
Volve-se logo falso... ao longe o arremesso...
Eu morro de desdém em frente dum tesouro,
Morro á mingua, de excesso.
Alteio-me na côr à fôrça de quebranto,
Estendo os braços de alma - e nem um espasmo venço!...
Peneiro-me na sombra - em nada me condenso...
Agonias de luz eu vibro ainda entanto.
Não me pude vencer, mas posso-me esmagar,
- Vencer ás vezes é o mesmo que tombar -
E como inda sou luz, num grande retrocesso,
Em raivas ideais, ascendo até ao fim:
Olho do alto o gêlo, ao gêlo me arremesso...
. . . . . . . . . . . . . . .
Tombei...
E fico só esmagado sobre mim!...
Eu próprio turbilhão, anseio por fixá-la
E giro até partir... Mas tudo me resvala
Em bruma e sonolência.
Se acaso em minhas mãos fica um pedaço de ouro,
Volve-se logo falso... ao longe o arremesso...
Eu morro de desdém em frente dum tesouro,
Morro á mingua, de excesso.
Alteio-me na côr à fôrça de quebranto,
Estendo os braços de alma - e nem um espasmo venço!...
Peneiro-me na sombra - em nada me condenso...
Agonias de luz eu vibro ainda entanto.
Não me pude vencer, mas posso-me esmagar,
- Vencer ás vezes é o mesmo que tombar -
E como inda sou luz, num grande retrocesso,
Em raivas ideais, ascendo até ao fim:
Olho do alto o gêlo, ao gêlo me arremesso...
. . . . . . . . . . . . . . .
Tombei...
E fico só esmagado sobre mim!...
terça-feira, 18 de maio de 2010
"República de Leitores" - actividade no próximo dia 20 de Maio, 5ª feira, 11:30
Por iniciativa dos professores bibliotecários da rede interconcelhia de Castelo
Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão,
propõe-se a realização de uma iniciativa conjunta que vista atingir dois objectivos
complementares: promover a leitura em meio escolar e assinalar o primeiro centenário
da implantação da República. É intenção desta iniciativa, à qual foi dado o nome de
“República de leitores – 20 minutos de regime alternativo”, conseguir que, no próximo
dia 20 de Maio, pelas 11h30, em todas as bibliotecas escolares integradas na rede
interconcelhia acima referida, haja uma pausa de vinte minutos nas actividades lectivas
para que esse tempo seja dedicado por todos ao prazer de ler. Está também prevista a
adesão e a colaboração das bibliotecas municipais que se queiram associar ao evento. O
que a iniciativa sobretudo procura é causar algum impacto e chamar a atenção da
comunidade para a importância da leitura, ao mesmo tempo que invoca os valores e os
acontecimentos relacionados com a instauração da República há cem anos atrás.
A actividade dirige-se a todos os ciclos de ensino e níveis etários, pelo que a
selecção dos textos a disponibilizar para este momento de leitura seguirá critérios de
diversidade e pluralidade.
A logística da actividade respeitará os regulamentos internos e os procedimentos
específicos de cada estabelecimento de ensino, podendo a apresentação dos textos variar
no que respeita aos suportes utilizados: livros, contos policopiados, projecções em
quadro interactivo, etc. Nas várias escolas envolvidas, procurar-se-á mobilizar a
direcção executiva, o conselho pedagógico e a comunidade escolar para que, no dia 20
de Maio, a adesão à iniciativa seja maciça e esteja devidamente preparada. Só assim se
poderá assegurar um momento diferente de fruição da leitura na escola.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Autor do mês de Maio - David Machado (1º e 2º ciclo)
David Machado é um jovem escritor português nascido em 1978. A grande revelação aconteceu quando ganhou o Prémio Branquinho da Fonseca 2005, da Fundação Calouste Gulbenkian/ Semanário Expresso, com o livro infantil A noite dos animais inventados que a Editorial Presença publicou na colecção «Arca do Tesouro», seguido dos títulos Os quatro comandantes da cama voadora e Um homem verde num buraco muito fundo. Além destes títulos infantis, David Machado publicou ainda, nas «Grandes Narrativas», o romance O fabuloso teatro do gigante e o conto O fantástico Verão do Café Lanterna, lançado pela Editora Coolbooks, em 2004. David Machado é licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Economia e Gestão de Lisboa. Para além da sua actividade de escrita, faz também tradução, tendo já traduzido os livros O Herói das Mulheres, de Adolfo Bioy Casares, e Obrigada pelo Lume, de Mario Benedetti, publicados pela Editora Cavalo de Ferro.
Bibliografia A obra de David Machado é composta pelos seguintes títulos: O fantástico Verão do Café Lanterna (2004), O fabuloso teatro do gigante (2004), A noite dos animais inventados (2005), Os quatro comandantes da cama voadora (2007), Histórias possíveis (2008), Um homem verde num buraco muito fundo (2008), A noite repetida do comandante (2008) e O tubarão na banheira (2009).
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Sessão sobre Mário de Sá-Carneiro e Fernando Pessoa
Teve lugar ontem, 11 de Maio, uma sessão de dinamização de leitura da obra de
Mário de
Sá-Carneiro e Fernando Pessoa, no âmbito da comemoração
dos
120 anos do nascimento de Mário
de Sá-Carneiro. A actividade em articulação com Elsa Ligeiro da Editora Alma Azul, decorreu na biblioteca escolar da escola-sede com alunos do 3º ciclo e do ensino secundário.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Tertília, partilha de leituras - 29 de Abril de 2010
agrupamento reuniu-se uma vez mais. Aqui ficam os instantâneos
de mais um fim de tarde em que a palavra escrita e falada se aliaram
e proporcioanaram agradáveis momentos de reflexão.
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